Mesmo com o grande número de opiniões antropológicas sobre o que é cultura, todas elas compartilham de uma intersecção ideológica: o que precisa ser feito é o estudo científico da cultura. Para Herskovits, a cultura é dinâmica (a tendência das culturas para mudarem no tempo) e estática (a tendência delas para resistirem às mudanças), e há um equilíbrio entre as qualidades. Disse também, que determinada cultura pode ser descrita como um agregado de características específicas e, ao mesmo tempo, ser caracterizada por um padrão ou estrutura definida. Tais como, tecnologia, economia, organização social, religião, linguagem e recreação – essas categorias estão ligadas entre si e integradas formam um todo numa cultura, e identificam tal sociedade.
A cultura está presente em todos os povos, não existe povo sem cultura. Todos possuem suas particularidades, e alguns compartilham aspectos com outros povos. Como por exemplo a cultura romana, que por ser de natureza semelhante à grega, torna-se praticamente uma cultura denominada de greco-romana. Assim sendo, a cultura é um universo compartilhado por toda a humanidade.
Grande parte da metodologia antropológica baseia-se nas técnicas de observação especializada do comportamento humano, aliadas aos da sociedade estudada. Mas a memória do homem é curta e a história oral raramente excede três gerações.
Portanto, para que uma cultura mantenha-se viva, é preciso que deixe os indivíduos livres para tomarem suas próprias escolhas, optanto pela inovação ou pela permanência.
Por: Jc Dorian.
SANDERS, William T.; MARINO, Joseph. Pré-história do Nôvo Mundo: Arqueologia do Índio Americano. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1971, p. 7-8.
Nenhum comentário:
Postar um comentário